Domingo, 21 de Agosto de 2005

A um Secreto Leitor



No silêncio da noite é que eu te falo



Como através dum ralo



De confissão.



Auscultadores impessoais e atentos,



Os teus ouvidos são



Ermos abertos para os meus tormentos.






Sem saber o teu nome e sem te ver



- Juiz que ninguém pode corromper -,



Murmuro-te os meus versos, os pecados,



Penitente e seguro



De que serás um búzio do futuro,



Se os poemas me forem perdoados.




(Miguel Torga)

publicado por Lumife às 19:14

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